Ricardo Oliveira

Escritor, Poeta, Cientista da Religião, Professor e Colunista

Textos



NOVELA: CONSULTOR CRIMINAL - CARTAS VERMELHAS - CAPÍTULO 2:  A VIAGEM A CENA DO CRIME

 
Deixando Carter dormindo, Mark se arruma de maneira silenciosa, no intuito de não fazê-la despertar. Na sala, pega a chave do automóvel, abre a porta e sai.O horário revelava ser quatro e trinta e sete, e já estando na estrada, liga o rádio, tentando ouvir qualquer música que o faça distrair. Quando, definitivamente, ele estacionava próximo à residência da Agente Garcia, vem a discar o número dela.

Mark:-(Silêncio no outro lado da linha) - Garcia, já estou te esperando.
Garcia:-Estou indo Mark, estou indo.-Disse ao colocar a arma atrás das costas.

Ao olhar para a entrada do prédio, quase tem uma ataque cardíaco, pois a via de maneira tão indiscutível que, nem tinha condições de balbuciar certas sentenças, as quais, só surgiam mesmo na sua própria mente.Trajava um conjunto vermelho, confeccionado em poliéster, viscose e elastano. Os detalhes são os zíperes no blazer, e a saia vinha na cor lisa. Isso, o deixara desesperado, e se pudesse se disfarçar, assim o faria. Garcia entra no carro, e eles seguem para a Flórida.

Mark:-Dormiu bem?-Perguntou, querendo ouvir uma resposta.
Garcia:-Não muito. E você? Insônia?-Preocupa-se com ele.
Mark:-Como sempre. Isso nunca é fácil. Mas o médico que tenho ido, receitou-me um comprimido.-Respondeu sem querer ver o quanto ela estava bonita e sensual ao seu lado.
Garcia:-E tens tomado corretamente?-Insistiu em seu questionamento ao perceber o quanto ele estava tão incomodado.
Mark:-Ah, libélula! (Começou a rir) -O mundo nos traz surpresas invioláveis! Mas, a sua pergunta, soa-me como uma tentativa frustrada de lançar-me para a luz da percepção. Isso, sim, é memorável.-Sorrio ao fita-la nos olhos.

Retirando o telefone móvel da bolsa, liga para Carter. Com o toque alto, a legista desadormece, atendo-o imediatamente. E antes que pudesse falar qualquer palavra, saca que Mark já não estava em seu leito, e irrompe de raiva, batendo com a mão no colchão.

Carter:-Oi Chefe! Tudo bem?-Sua voz era embargada.
Garcia:-Preciso de você o quanto antes na cena do crime. DK resolveu aprontar, e estou te enviando o endereço. Agora!-Expressou, enquanto enviava a mensagem.
Carter:-Poderei me demorar, mas estarei lá, com certeza!-Confirma a Garcia.
Garcia:-Obrigado Carter, é tudo.-Finalizou a ligação.

Sabendo que a corrida até o local, sendo de automóvel, levaria um dia e treze horas, a viagem seria mais prazerosa para os dois, e para Mark, ainda melhor, pois estaria com Garcia ao passo que, também, não vieram a se atentarem para a compra das passagens.

Garcia: Que mal eu te pergunte, Mark. Eu não acredito que tenhas estado em seu apartamento.-Exprimiu a sua análise.
Mark:-A descrença incita a negação de um efeito contrário, de tudo que possa ser plausível em reconhecer o possível. Então, subestimar tal fenômeno, como um potencial a existência, destrói a alma que vive.-Responde com classe, o Consultor.
Garcia:-Mark, você me faz ser a pessoa mais crente do mundo.-Esboça um sorriso.

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Ricardo Oliveira (Poeta)
Enviado por Ricardo Oliveira (Poeta) em 02/02/2021
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