Ricardo Oliveira

Escritor, Poeta, Cientista da Religião, Professor e Colunista

Textos



NOVELA: CONSULTOR CRIMINAL - CARTAS VERMELHAS-Capítulo 4: UMA ANÁLISE VERMELHA

STUDIO UNIVERSAL PHOTOGRAPHY, 07:56

Em seguida, após o abraço de bem-estar que ganhara de Garcia, o Consultor Mark, recompôs-se, mas não pode evitar compreender que Carter não havia gostado da situação, uma vez que, notara o seu olhar. Porém, foi direto ao caso, para não perder o foco, onde realmente importava naquela hora.
Mark:-Apesar de tudo parecer ser igual, e ele não mudar nada, o fez com certa indiscrição.-Disse ao se aproximar do corpo da jovem.

Garcia:-Como assim?-Indagou o colega.
Mark:-O pentagrama ainda persiste, é o paradigma clássico de sua personalidade, os seus braços, bem, amarrados com tecido de cetim, da cor vermelha.-Ele suspira, depois retorna ao raciocínio.-É, tem bom agrado! A cama sugere que a garota vem com frequência ao Estúdio para ser fotografada, e se é notável, ou não, a banqueta giratória…-Passou o um dos dedos no assento da banqueta, e voltou a tecer suas teorias.-Sim, ele a utilizou.
Carter:-Então, antes de matá-la, teve o prazer de vê-la?-Perguntou, desejando a sua atenção por um instante.
Mark:-Isso! Foi isso que aconteceu, Carter.-Deu a resposta óbvia a ela.
Garcia:-Vou pedir para Green pesquisar sobre a vítima.-Exprimiu, ligando para a Agente Green.

Green atende imediatamente. Na sede da SDI, já eram oito horas e vinte cinco minutos, enquanto Garcia ia conversando com a Agente, Mark é chamado por Carter para perto dela, ou seja, junto à cama, e para ele, soava como uma DR. Lógico que, sendo astuta, mesmo estando no telefone, a parceira do Consultor Criminal, teve a certeza de que ambos vinham dormindo juntos.

Carter:-O que está fazendo? Me diga?-Interroga-o irritada.
Mark:-O que foi? (Levanta as suas duas mãos para cima, por um minuto)-Retruca-a com outra pergunta.
Carter:-Não me faça de idiota, Mark! Como foi capaz de deixar-me naquela cama, e sem dizer nada, nada mesmo, saindo daquele jeito, como quem não quer, ou não fez coisa alguma!-Distila a sua porção de ciúmes.
Mark:-Não vi motivos para acordá-la. Recebi o telefonema de Gracia e…-Carter o interrompe.
Carter:-E eu não sou prioridade? Não tenho um trabalho como legista da SDI? Dessarte, apenas uma transa e nada mais, seria desta maneira, que é a sua consideração?-Disse, enxugando uma pequena lágrima.

No fim, Garcia desliga o celular, e repara a carta vermelha no chão. Juntando-a, abri-a, e faz sinal para que Mark se achegue a ela. Ele vai até a companheira de ofício, toma para si o escrito, lendo-o em voz baixa.

ASSOMBROSA CARTA VERMELHA

 
Quando penso em anonimato, acredito que essa é a impossibilidade de não querer ser visto, então, sei que ainda estão tentando tirar-me o véu do meu semblante de torturador. Você fará parte do meu universo, quando transfigurar a sua alma. 
DK.

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Ricardo Oliveira (Poeta)
Enviado por Ricardo Oliveira (Poeta) em 26/02/2021
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